Terceiro trimestre da gestação

E tá chegando a hora de ver o meu filhote. Tô na fase que não consigo ficar muito tempo em pé, nem sentada e nem deitada. As pessoas me perguntam se estou ansiosa. Esta parte eu deixo para filha e marido que estão sonhando com o novo membro da família a todo momento. Não que eu não pense, mas como estou numa situação confortável de sentir ele, saber das dores, consigo ter mais o controle da situação.

Hoje estou com 38 semanas. Meus pais estão para chegar e logo será a minha cesária. Tudo pronto, mala para a maternidade pronta. Lembrancinhas de nascimento, prontas. Só na espera, literalmente.

Este terceiro trimestre foi meio de altos e baixos com meu TSH. O que me deixou um pouco preocupada, apesar da minha endócrino falar que está tudo sob controle.

26 semanas:
Fiz o meu chá de bebê no dia que o verão começou (dia 21 de junho). Isso não fiz quando estava grávida da Ana Julia. O que confesso que me arrependo um pouco. Porque é tanto carinho que a gente recebe de amigas queridas, que nossos filhos merecem isso desde quando estão na nossa barriga. Sentir o quanto são amados por pessoas que nos são próximas, que acompanharam desde o início de toda esta “longa caminhada” de 9 meses. Dá trabalho fazer? Dá. Mas não se compara a satisfação de ter amigas comemorando com a gente essa fase.

Dias antes do meu chá, levei um susto com o meu TSH. Ele subiu de 2.0 para 2.6. Como a endócrino sempre falou que até 3.0 era um valor seguro, achei arriscado esperar 5 semanas para fazer novamente o teste (5 semanas porque era época de férias dela e da minha ginecologista). Por isso, liguei para a endócrino e pedi para fazer outro teste em 3 semanas. Ela falou que não teria problema, que eu poderia fazer. O resultado seria informado por outra endócrino, colega dela. E neste teste, o valor do TSH se apresentou como 2.4. Me senti aliviada.

30 semanas:
Mais uma consulta da ginecologista e mais um teste de TSH. Agora, meu TSH voltou para 2.6. A gineco e endócrino me tranquilizam dizendo que nesta fase da gestação, o valor dele se mantém estável. Mas não nego que tive uma crise de choro. Coisas de grávida com os nervos a flor da pele. A minha gineco disse que me encaminharia para o hospital daqui de Baden, para que eles enviassem os documentos necessários para eu dar entrada no dia da cesária e todas as informações para fazer a mesma.

31 semanas:
Recebi por correio as informações do hospital e com uma consulta marcada para o dia 25 de agosto, lá mesmo.

35 semanas:
Mais um exame de TSH e ultrasom. Meu TSH está em 2.4. Alívio me define! Mas ao me dizer este valor, minha endócrino pediu para que eu repetisse o teste em 15 dias. Perguntei o motivo e ela disse que era para ter a noção de quanto ele estaria mais próximo do parto. E claro, que não era para eu me preocupar.

36 semanas:
Consulta no hospital com uma ginecologista, onde ela informou os procedimentos do parto. Tive também uma entrevista com o setor de anestesia. Quem quiser saber mais sobre este dia e todas as informações que recebi deles, clique aqui.

37 semanas:
Exame de TSH feito direto com a endócrino. Resultado: 3.8. Entrei em pânico. Liguei para ela assim que recebi, por correio, a carta informando a nova dosagem do remédio e o resultado do exame. Já fui perguntando como que ela justificava um aumento assim do meu TSH e sendo que o limite considerado seguro era de 3.0. Quais os riscos eu estava correndo? Cheia de preocupação, ouvi ela dizer pela milésima vez que, o risco de algo ruim acontecer na gestação com o TSH alto é até os 3 meses. Segundo ela e minha gineco, nos primeiros 3 meses é preciso ter um TSH com o valor máximo de 2.5 para não correr o risco de um aborto espontâneo. É que o bebé exige muito do hormônio da tireoide da mãe no primeiro trimestre para a formação cerebral. Por isso, o valor do TSH no final da gestação pode chegar até 4.0 que não tem problema para mãe e bebê. Poxa…mas agora mudou o limite de 3.0 para 4.0?? Acho que as duas querem testar meus nervos. 🙂

38 semanas:
Última consulta com a minha gineco. Ultrassom feito. Lukas está crescendo bem, água na placenta tem o suficiente, fluxo sanguíneo do cordão umbilical está OK também. Ela também falou o resultado do exame da bactéria Estreptococo B que ela fez na última consulta (é uma bactéria que a mãe pode ter na vagina e transmitir ao bebê durante o parto). Está tudo bem, não tenho esta bactéria. Este exame é muito importante para quem fará parto normal, mas ela já tinha comentado comigo que faríamos ele, caso minha bolsa estourasse antes de chegar ao hospital para fazer a cesária.

Outro exame que eu fiz foi o Cardiotocografia. Ele serve para detectar possíveis problemas na frequência cardíaca do bebê e também as contrações uterinas. Caso os batimentos da criança não estejam de acordo com o normal (pelo bebê estar com o cordão umbilical enrolado no pescoço, oxigenação cerebral insuficiente, por exemplo), a mãe é encaminhada para um parto de urgência. Este exame também mostrou que está tudo bem com o Lukas. E eu lembrei que fiz ele no dia que a Ana Julia nasceu, no hospital. Eu já estava com contrações e logo que eu cheguei na sala de trabalho de parto, eu fiz esta avaliação dos batimentos cardíacos dela.

Bom….é isso aí. Agora é aguardar o momento e rezar para que tudo corra bem! Boa sorte para nós dois e que Nossa Senhora do Bom Parto esteja ao nosso lado!!

Se quiser ler mais sobre maternidade, veja estes posts aqui:

A família vai aumentar!
O primeiro trimestre da gestação
Meus cuidados na gestação
O segundo trimestre da gestação
Meu chá de bebê
Minha gestação no Brasil x Minha gestação na Suíça
Preparação para o parto
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10 comentários em “Terceiro trimestre da gestação

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