A chegada na Itália, por Mauro Bellenzier

É com muita satisfação que começamos hoje a participação dos nossos colaboradores. São amigos que nos ajudarão a contar mais sobre a vida fora do Brasil. O primeiro colaborador é o Mauro, um amigo que fiz recentemente. Conheci ele e a Sabrina, sua namorada, e são pessoas muito legais!! Uma amizade que começou com uma visita deles aqui em casa, com nossa amiga Pri e o Rodrigo.
Boa leitura!!

Olá! Sou o Mauro, amigo da Ana Luiza. Atendendo um pedido dela, com muita satisfação diga-se de passagem, estarei volta e meia dando meus pitacos aqui no blog Pelo Mundo. O motivo? Também moro no exterior! E já faz 2 anos. Dois anos em que aprendi a amar um dos países mais fascinantes do mundo, a Itália.

Minha motivação para sair do Brasil foi o estudo. Sempre sonhei em me especializar em Gestão e Marketing Esportivo. Poderia perfeitamente ter feito isso no Brasil, estando perto da família e dos amigos, e principalmente, falando minha língua. Porém, escolhi o caminho mais difícil, mas também o mais edificante, o de viver no exterior. E o país escolhido foi a Itália. Por 2 simples motivos. O primeiro, porque tenho descendência italiana e sempre me interessei pelas minhas origens, a ponto de ter estudado a língua por 3 anos. O segundo motivo, deriva do primeiro. Por ser descendente de italianos, tinha também a possibilidade de obter minha dupla cidadania. Depois de um bom tempo planejando a viagem com minha namorada e juntando a documentação necessária para a obtenção da cidadania, finalmente viajamos em 26 de Outubro de 2008. Nosso destino inicial foi a pequena cidade de Bassano Del Grappa, no coração da região do Vêneto, norte da Itália. Alí, eu e minha namorada, e mais um primo que se juntou à aventura de última hora, vivemos 3 meses em um quarto de um albergue da Juventude. Com certeza não foram os meses mais cômodos das nossas vidas, mas o sacrifício no final das contas valeu a pena.

 

A escolha por Bassano era simples. Era um lugar fácil de fazer a cidadania. Não vou entrar nos detalhes, pois esse é um assunto muito técnico e extremamente chato. Mas em resumo, teríamos que aguentar alí por alguns meses (3 ou 4) até que a burocracia se concluísse e finalmente fossemos reconhecidos como cidadãos italianos. Ou seja, não tínhamos muita opção. Era ter paciência e tentar aproveitar o tempo da melhor forma. E foi o que procuramos fazer. Aproveitamos para passear pelo Vêneto, que é uma região muito rica em opções turísticas. Sem contar que Bassano é muito bem localizada, estando a pouco mais de uma hora de distância de trem de cidades como Venezia, Padova, Vicenza e Treviso.

Prédios as margens do Fiume Brenta.
Centro de Bassano
Viale dei Martiri

Falando mais especificamente sobre o viver na Itália, para nós não foi muito difícil se acostumar. Sabíamos razoavelmente bem a língua. Para quem vem do RS, o frio que faz no Vêneto também não assusta tanto. E além disso, as diferenças culturais não são tão extremas como seriam se fossemos viver na China ou na Índia por exemplo. Uma coisa que chamou nossa atenção logo no início foi o preço das coisas no supermercado. Pensávamos que iríamos gastar fortunas com compras de comida, mas foi bem o contrário. Existem opções para todos os gostos e poderes aquisitivos. Um pacote de massa, dieta básica do italiano, você encontra por 0,30 centavos de Euro. Mesmo convertendo este valor para reais, ele ainda fica muito mais em conta que no Brasil. E era assim com tudo. Porém, a lógica de converter não funciona a partir do momento em que se trabalha e se ganha em Euros. Aí sim, se tem noção do quanto os italianos – e penso os europeus de modo geral – possuem um poder aquisitivo elevado em relação ao dos brasileiros.

Até a próxima! Arrivederci!

Um comentário em “A chegada na Itália, por Mauro Bellenzier

  • novembro 30, 2010 em 7:11 pm
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    Noooossa, que legal a história do Mauro e da Sabrina! Que coragem a deles! Também sou descendente de italianos (lógico, sou prima da Ana), mas tive alguns obstáculos ao buscar minha documentação para requerer minha dupla cidadania. Muito sucesso a eles, e ao primo que foi de gaiato!!

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    • dezembro 3, 2010 em 12:32 am
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      Pois é Carol, a gente passa por cada uma por aqui!!! A vontade de morar fora do Brasil precisa estar sempre junto com a coragem.
      Beijos,

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  • janeiro 21, 2011 em 1:32 pm
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    oi pessoal…
    sou amiga/conhecida/colega não sei…..trabalhei com ela…
    Eu e meu esposo, ou melhor, só ele…está tentando fazer a dupla cidadania…o processo é demorado, mas agora parece que tá chegando ao final feliz…Quem irá usufruir de tudo isso, será nossa filha….agora com 2 anos…mas vejo um futuro brilhante pra ela e com certeza a Europa será um destino…. um beijo Ana e pra todos que se aventuram Pelo Mundo…Fabi David

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    • janeiro 21, 2011 em 2:08 pm
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      Oi Fabi,
      sim, vc é isso tudo (amiga, colega)! Que legal saber que seu marido vai conseguir a dupla cidadania. Sei que na maioria dos casos é um processo longo e bem burocrático.
      Grande beijo,
      Saudades!

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  • outubro 31, 2016 em 7:18 pm
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    Olá! Seria possível me fornecer o contato do Mauro? Também sou Bellenzier e também sou do RS. Estou indo pra Itália passar o mês de Abril lá, meu marido e eu, pretendemos conhecer um pouco e decidir de vamos morar lá também. Agradeço desde já pela atenção e parabéns pelo site. E por todas as informações partilhadas. Descobri ele hoje e irei olhar com cuidado a partir desse momento! Abraço.

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